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RIO GRANDE DO SUL

Moradora de Canoas perde em golpe R$ 80 mil que havia economizado para reconstruir casa após enchente

Idosa, de 60 anos, residia no bairro Mathias Velho, de onde saiu em maio com a água na altura do pescoço.

Publicada em 03/10/2024 às 14:56h

Gaúcha ZH


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Marina
cresol

Moradora de Canoas perde em golpe R$ 80 mil que havia economizado para reconstruir casa após enchente
Vítima recebeu contato pelo telefone no último dia 25 de setembro. Ronaldo Bernardi / Agencia RBS  (Foto: foto reprodução)

Quando deixou a casa onde criou os filhos no bairro Mathias Velho, em Canoas, na madrugada de 4 de maio, Maria*, 60 anos, pensou que iria submergir junto de tudo que havia reunido durante a vida. Precisava espichar o corpo o máximo que podia para manter a cabeça fora da água, que já passava da altura do pescoço. Ao lado do marido e do filho, foi resgatada num barco. A madrugada de terror deixou traumas e levou móveis, eletrodomésticos, roupas e até o carro da família.

Decidida a recomeçar, Maria reuniu as economias que juntou durante décadas trabalhando em indústrias da Região Metropolitana. Recebeu auxílio de familiares e passou a guardar na conta bancária todo dinheiro que entrava dos trabalhos como diarista e cuidadora de idosos. No último dia 25 de setembro, em apenas uma hora, viu o valor evaporar. A idosa foi enganada por estelionatários e se tornou vítima do golpe da falsa central bancária.

— Me sinto assaltada, culpada. É uma dor tão grande. Um dinheiro que a gente trabalhou tanto para juntar. Perdemos tudo — desespera-se e leva as mãos ao rosto.

Depois de se tornar vítima do golpe, Maria tem medo de atender o celular e não consegue permanecer sozinha. Foi por meio de uma ligação pelo WhatsApp que o golpista repassou todas as orientações para que ela fizesse as transações. Quando o telefone tocou, do outro lado da ligação, o criminoso se identificou como gerente da Caixa Econômica Federal.

— Não tive dúvidas. Ele passou meus dados, meu nome, meu CPF, o número da minha conta. A forma de falar, todo educado — relembra a vítima. 

O falso gerente alegou que havia uma pessoa tentando retirar R$ 30 mil da conta da idosa. Assustada, ela concordou que a operação fosse bloqueada. Era tudo parte da trapaça. Maria foi convencida a fazer duas transferências de R$ 30 mil, uma de R$ 10 mil e outro pagamento de boleto no valor de mais R$ 10 mil. Somente após desligar o telefone, é que conversou com a nora, que lhe alertou sobre o que havia acontecido.

— Ela disse: “Tu caiu num golpe”. Fiquei louca, doente. Desmaiei. Um dinheiro tão trabalhado. Não quero que ninguém passe por isso — desabafa.

No dia seguinte ao golpe, a idosa recebeu nova ligação por WhatsApp. Dessa vez, a alegação era de que os valores poderiam ser devolvidas para a conta dela, caso seguisse novamente as orientações. A vítima decidiu gravar a ligação. Nela, é possível ouvir um homem que se identifica como gerente do banco, e que insiste para que ela siga as instruções.

— Ele alegava que queria seguir com o procedimento iniciado no dia anterior. Foi totalmente nos induzindo para finalizar o que tinha de restante de dinheiro. Foram tentando se passando por gerente para zerar de vez a conta — relata um dos filhos da vítima.

A família fez contato com o banco, para tentar reaver o valor, ainda sem sucesso, e registrou o fato na Polícia Civil de Canoas, que investiga o caso. 

 

Abalo psicológico

Em razão do trauma, Maria está passando por acompanhamento psicológico. Ela ainda tem vergonha de compartilhar o que aconteceu com parte dos familiares.

''É muito triste, estou doente. Não consigo dormir direito de noite. Tenho que estar sempre tomando calmante. A todo instante vem aquela voz dele no meu ouvido. Falando para mim fazer. É muito triste. Muito difícil. Eles me tiraram a alegria de viver.'' 

Ao mesmo tempo, a família ainda não sabe como será o futuro. Desde que a casa deles ficou submersa ao longo de 40 dias, precisaram se abrigar na moradia de familiares. Estão em um local improvisado, aguardando quando poderão reconstruir a casa. A residência teve a estrutura afetada pelas águas.

— Saí  de casa com água no pescoço. Achei que ia morrer. Sou baixinha e meus pés não alcançavam mais no chão. A família se reuniu, cada um deu um pouco e eu ia colocando na poupança, para a gente reconstruir. Cada pouquinho que entrava, eu colocava. Tudo que a gente tem hoje, usa, é de doação. Ainda bem que a gente encontrou pessoas boas que nos ajudaram. Agora sinto como se estivesse vivendo outra enchente — diz a idosa.

''Esse dinheiro é suado, da vida inteira. Era o único dinheirinho que a gente ia usar para eles arrumarem a casa, para poder reconstruir depois da enchente. Destrói com uma família um golpe desses. É horrível mesmo.''




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